sábado, fevereiro 23, 2008

Hapiness by the killowatt

Hapiness by the killowatt (Dallas green)

So this is continuous happiness
You know, I always
Imagined it something more

With the right paint,
The right shades,
The right frames,
This could really work
What a great day to spend indoors

So wake, wake up,
Just wake, wake up

So where has all the day gone?
And why are my lungs aching when I breathe?
Is there something wrong with the heat?
Why am I so cold?
My heart feels sick
And it hurts when I speak

So wake, wake up,
Just wake, wake up

Was this what we hoped for?

Was this what we hoped for?

Dallas green...

Por de trás de imensas músicas de uma beleza e simplicidade únicas moram letras inesquecíveis

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Esta Tarde

Ahora quiero amar algo lejano...
Algún hombre divino
Que sea como un ave por lo dulce,
Que haya habido mujeres infinitas
Y sepa de otras tierras, y florezca
La palabra en sus labios, perfumada:
Suerte de selva virgen bajo el viento...

Y quiero amarlo ahora. Está la tarde
Blanda y tranquila como espeso musgo,
Tiembla mi boca y mis dedos finos,
Se deshacen mis trenzas poco a poco.

Siento un vago rumor... Toda la tierra
Está cantando dulcemente... Lejos
Los bosques se han cargado de corolas,
Desbordan los arroyos de sus cauces
Y las aguas se filtran en la tierra
Así como mis ojos en los ojos
Que estoy sonañdo embelesada...

Pero
Ya está bajando el sol de los montes,
Las aves se acurrucan en sus nidos,
La tarde ha de morir y él está lejos...
Lejos como este sol que para nunca
Se marcha y me abandona, con las manos
Hundidas en las trenzas, con la boca
Húmeda y temblorosa, con el alma
Sutilizada, ardida en la esperanza
De este amor infinito que me vuelve
Dulce y hermosa...

De Alfonsina Storni

Divinal...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Romance 2007

Lágrimas, abraços, muitas despedidas díficeis, o aguardado regresso, Viagens, 20.000 km de carro, inicio de uma nova vida, 2 paises, 2 linguas, sonhos que acabam, estrelas que brilham, 4 cidades, 5 apartamentos diferentes, as malas que fiz e desfiz,cafés, o doce e quente sabor da saudade, a espera, Valencia, Gandra, Chaves, Porto,aqueles que me aguardaram, os que queria que me aguardassem e aqueles que ainda aguardo, medicamentos, pessoas, doentes, farmácias,relatórios, molhe,cufra,caipirinhas de maracujá, pasteis de nata, os reencontros surpreendentes, os segredos, as pinturas, as minhas melhores amigas e amigos, as histórias comoventes, a amendoa amarga e os portos, o teu sorriso,portas que se fecham, portas que se abrem, o aeroporto e todos aqueles sonhos que começam...

Um beijo enorme para todos aqueles que participaram no meu Romance chamado 2007.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Realidade

Em ti o meu olhar fez-se alvorada

E a minha voz fez-se gorjeio de ninho
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho

Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulgo de Espanha, em taça cinzelada
E a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra de um caminho

Minhas pálpebras são cor de verbena
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci

Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...

Mais um sublime Poema de Florbela Espanca
Espero que gostem

terça-feira, maio 22, 2007

I waited all the Day


I waited all the day
...You waited all day
but you left before the sunset
and I just wanted to tell you
the moment was beautiful.
Just wanted to dance to bad music,
drive bad cars,
watch bad TV.
Should have stayed for the sunset...

if not for me....

Pearl Jam (Vitalogy)

segunda-feira, março 12, 2007

O amor Eterno

O Amor Eterno
E agora que as mãos da incrédula rapariga te empurram para a saída,
onde irá chover, de acordo com a cor do céu, não resistas.
Na rua, onde os ventos se cruzam na esquina,
os que sopram, do norte,
de colinas manchadas pelo inverno,
e os que nascem do rio,
trazendo a impressão húmida do litoral,
acende um cigarro, para que o calor do lume te reconforte as mãos,
avança pelo passeio, enquanto o frio te deixar,
e ouve o canto da água por baixo de terra:
correntes no limite entre o gelo e o fogo,
uma evaporação de humores,
como se as almas lutassem em busca de saída, e,
no fumo de uma memória de mesa antiga,
tu e essa que amaste,
trocando as frases matinais do re- encontro.
Vidros embaciados pelas lágrimas da ruptura,
perguntas sem resposta,
a casa de luzes apagadas,
como se estivesse vazia - e como se não soubesses que os destinos se decidem por cima de nós, onde em cada instante um deus cansado nos desfaz
as inúteis promessas de eternidade.
Nuno Júdice, in "A Fonte da Vida"

domingo, fevereiro 04, 2007

Adeus

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Maravilhoso este poema de Eugénio de Andrade