
quinta-feira, agosto 20, 2009
The Fixer

domingo, agosto 02, 2009
Uma citação para hoje
Clarice Linspector
quinta-feira, julho 23, 2009
As minhas Horas
As minhas horasO meu pescoço
A procura do teu braço para adormecer
Os meus ouvidos
E a ilusão do teu respirar.
Os meus olhos
E neles marcados cada traço dos teus…
A minha mão
Que na almofada procura a tua
Os meus lábios
E a tua face, o teu sal e os teus lábios…
As minhas lágrimas
Que só se querem precipitar no teu ombro
E só no teu ombro
Os meus braços…
A procurar e a desejar o teu abraço
O meu olfacto
Que entoa cada traço da tua essência
E a minha pele, a minha memória, a minha lassidão…
E a saudade, a saudade, a saudade…
A saudade entrelaçasse com as minhas horas.
A wish- Dr1ve feat Lucia Moniz
I won't dissapoint you
Just look at my face
I shouldn't love you anyway
I wanna try it
I think I'm already trying
I'm already trying
Because I believe it
Yes I believe it
And I am trying...
Please keep fighting Keep fighting...
Together we can build something beautiful
Please keep fighting
Together we'll build love...
I can't live without you
Could I ever learn how to live with you?
Cause I believe it
Yes I believe it
And I am trying...
Please keep fighting
Keep fighting
Together we can build something beautiful
Please keep fighting
Together we'll build love...
Please keep fighting
Keep fighting
Together we can build something beautiful
Please keep fighting Keep fighting...
I won't give up on you...
Please keep fighting
Together we'll build love...
Don't you give up now on me I won't give up on you...
sexta-feira, julho 10, 2009
Por vezes...
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
E por vezes encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ...ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão Ferreira
segunda-feira, junho 29, 2009
Como Lua sem Sol
Como Lua sem sol
Abafo e encerro em meus olhos
lágrimas custosas e feridas
Vou sepultando-as uma a uma
Em perfeitos ensaiados sorrisos
Vou verbalizando e utilizando luz artificial
Como se ainda me fosse possivel viver
viver sem a alma, porpurina e sem oxigénio
O encanto partiu e partiu-me em pedaços pequenos
E embrenhados nos teus caracois
desalinhados, lindos de tão desprovidos de lógica,
estilhaçaram-se as ilusões de dias de verão ensolarados.
Como uma lua sem sol
Desejaria eclipsar sem poesia no meu inverno pessoal
Mas vou morrendo, perdendo sombra e definhando...
Almejo a nossa força gravitica de outrora.
Mas perdi-me em mar alto e tempestuoso
Sem bóia, refugio e naufraga,
ancorei...
sem eixo rotacional.
Perdi e perdi-te
Sem na realidade nunca ter tido.
Embacio-me em cada uma das letras da palavra tristeza ...
Hoje escrita, tatuada na minha mente e elevada ao expoente infinito
Vou caminhando sobre esta palavra
Como numa viagem no Ic19 sem fim...
sem destinos e sem almejos.
Viagem essa no carro que em vez de conduzido por ti
é agora conduzido só por mim.
Hoje o meu coração é apenas um papel amarrotado
de tinta derramado...
E neste papel em vez de estar escrita uma história nossa
Estão apenas espetados pequenos vidros
que sem culpa, não sentias, nem sentiste, nem conseguiste sentir
logo não soubeste guardar e transformar em estrelas.
terça-feira, maio 19, 2009
Amor platónico

Esta crónica é dedicada a todos que amaram e não foram amados
E a todos os que amamos mas não nos souberam amar…
Amor platónico
Podes não acreditar ou confiar em mim, mas consigo sentir o que te vai na alma, apesar de quase não te conhecer e de no fundo pela envolvência e pelos detalhes, te conhecer interiormente como se fossemos gémeos de uma impressão digital quase perfeita.
Isto é escrito para ti, que tal como eu, amaste mas nunca não te souberam amar com todo esse sentido e profundidade que essa palavra tem para nós, essa palavra que por nós nunca foi violada ou banalizada.
Consigo sentir, a tua inquietude e o martelar de todas as tuas noites de sono perdidas, a pensar e a divagar, a viver à custa da adrenalina do cansaço e das melodias das músicas que roubamos para o nosso coração e ouvimos indefinidamente como se fossem a banda sonora da nossa vida.
Tatuas-te, como eu, no torpor que o cansaço nos provoca e que nos permite continuar múmias, como se nos tivéssemos tornado insensíveis ou se fossemos drogados, mas estamos tão completamente dependentes desse cansaço e desse adormecer, do qual, quando nos consegue atingir, não queremos acordar…
Sinto a tua presença no meio dessa imensidão destes e daqueles dias tão contínuos e longos, praticamente sem fim, com intervalos de poucas horas e denoto que vives encerrado na descrença de um dia voltar a amar com aqueles olhos harmoniosos das noites de lua crescente, que tiveste outrora. Estas esmagado preso com cordas de aço invisíveis, na descrença que te amem profundamente e incondicionalmente como tu amaste. Achas que estás partido, defeituoso para sempre e que contigo existem inúmeros detalhes que não tem concerto, que és como um sapato fabricado sozinho sem o seu par e que ficará eternamente perdido debaixo de um baú de memórias, ou que és como um cão tresmalhado e abandonado, eternamente sem dono.
Vejo-te, agora nesta manha em que eu ainda não adormeci de cansaço, de cabelo desalinhado, deitado sobre o teu edredão de angústia, sinto o odor a sal que abafas contra o calor do teu corpo e o ritmo agressivo com que sacodes os lençóis, adormecido, para te tapares, como se fossem as feridas expostas que tens por dentro e finges, sempre… sempre não notar.
Carrego esse peso tal como tu… e comparto a tua luta diária e a realidade de termos connosco sentimentos auto-destrutivos e esses anticorpos que criamos contra nós próprios porque aquela Musa inspiradora ou aquele príncipe não nos olhou de forma diferente, como se tivéssemos um defeito grave ou uma fealdade tremenda, mesmo quando nos superamos a nos próprios tantas e inúmeras vezes e mesmo, quando cometemos aqueles actos de coragem e de loucura extrema de darmos tudo e de irmos quase dar à volta ao mundo para roubar todas as orquídeas e amores-perfeitos para lhes oferecer. Apenas conseguimos ser tratados como presenças, bem-vindas, mas não da mesma maneira que só a estrela do norte é tratada pelas pessoas que perdem o seu rumo.
Apenas gostava de te pedir para teres esperança por nós e por todos aqueles que não foram amados como nós, que acredites que a balada da nossa existência, que para nós é, tantas vezes inútil e desmerecedora, esta a ser inventada na pauta de um ilustre trovador.
Esta nossa vida que sentimos tantas vezes inútil é coberta de vazios que tentamos colmatar, porque só nós sentimos, como ninguém, o quanto faz sentido, o quanto é colorido e saboroso a partilha das experiências, conhecimentos e a rotina do dia-a-dia com alguém.
Nós e pessoas como nós, que põem a palavra amar sempre em primeiríssimo lugar, seja com a família e com os amigos mas que também a queríamos por em primeiro lugar com essa alma gémea que desejámos com uma fome de amor e com uma sede como se estivéssemos sido desertados no país mais pobre de África.
Nós que conduzimos a cantar aquelas músicas que nós dão vertigens e nós iluminam na escuridão, de olhos brilhantes, mesmo quando sentimos não ser de parte alguma nem morar na vida e na alma de ninguém, perdidos e sós, estranhos, loucos e aves raras.
Quero por fim, dizer-te e pedir-te, que te deixes levar por esse sentimento que pode estar a nascer, esse que evitamos, que nos cria pavor e borboletas nocturnas e esvoaçantes dentro de nós. Deixa fluir esse sentimento no qual colocamos tantas reticências, esse no qual confundimos tantos conceitos, sinónimos e antónimos, real com irreal, dionisíaco e celestial, fruto do nosso medo de passar pelo mesmo amor platónico, do medo de passar por mais alguém sem aquele significado do que outrora sentimos e da inexperiência que para nós é sentir isto indescritível e que nos aterroriza porque pode não dar certo, porque temos receio do que o outro pensa sobre nós e porque tem tantos contornos irreais e imcompreensiveis.
Deixa que a ponte se estenda e que se construa um caminho, quem sabe se não irás ou iremos caminhar sob arco-íris até as estrelas como duas crianças que partilham a merenda, sonham acordadas e dão sempre as mãos? Quem sabe se não vamos viajar até um planeta ate agora desconhecido mas no qual a palavra amar é recheada com gomas, chocolate, geleia de morango e regada com aquela paz e intensidade que só sentem duas pessoas que nunca mais se querem separar?
Mesmo que não seja num dia nosso em comum, continua acreditar, permite-te a ti próprio acreditar! Não te deixes cair na amargura e no vazio da descrença... Tenta dar-te e dar-me a esperança e deixa-te acreditar, que esse amor um dia nos vai iluminar, que nos vai pregar uma rasteira e que lhe vamos dar a mesma eloquência, poesia e intensidade que no passado oferecemos àqueles nossos amores platónicos tao dolorosos e inantigíveis.
No fim, quem nos souber amar com aquele amor tão doce, tão aveludado, tão ponto caramelo perfeito e real é quem mais merecerá que nos entreguemos inteiros de corpo e alma e não apenas estes fragmentos de alma e coração que por agora possuímos.